Pelo fim imediado do foro privilegiado. O foro especial é a racionalização da impunidade (Joaquim Barbosa)

fonte da imagem http://blog-amantesdodireito.blogspot.com.br/ Em 2007 o Dep. Ronaldo Cunha Lima renunciou ao mandato para fugir do julgamento no Supremo Tribunal Federal pela tentativa de homicídio do ex-governador Tarcísio Burity. Ficou impune até hoje. Depois de 14 anos, quando chegado o momento de se julgar o Deputado Ronaldo Cunha Lima, bastou que houvesse uma renúncia para que o processo retorne à “estaca zero”. O Min. Joaquim Barbosa demonstrou repulsa à manobra do parlamentar. Cunha Lima estava sendo processado no STF por um crime que, absolutamente, não possui qualquer relação com a sua função pública. Isto é, de fato, um privilégio. A cada dia, nossas instituições são abaladas pelo (mal) uso do instituto do foro por prerrogativa de função. Agentes públicos deveriam temer o julgamento nos tribunais, porque encurtam as possibilidades recursais e, em tese, também diminuem o tempo de duração dos processos. Tecnicamente, sim. ...