Um discurso de fim do ano à luz das ciências criminológicas
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A chegada de um novo ano dá a liberdade para uma última reflexão criminológica. Interessa-me este marco de divisão 2012-2013. O “tempo” se afasta de nós como se estivéssemos separando o trigo da colheita ou criando duas realidades distintas. O que chega traz consigo a possibilidade de uma nova safra de sonhos. A consequência disso é a crença que entraremos em nova fase mí(s)tica. 13 é meu número da sorte! 2013 anuncia o ano de esperança, dando ao brasileiro o que ele finalmente merece. O que ele merece são mesmos as ofertas promocionais, que o convidam a pagar a primeira parcela da dívida apenas no próximo ano. A ideia de o conceito de Estado Promocional, gestor do risco, podia muito bem ser pensada de outra forma. O Estado das Promoções como oferta e procura dos sonhos de consumo. O Natal resume-se agora a isso. A expansão da concepção promocional do Estado depende de uma “realidade criada”, ou seja, que traga ao cidadão a crença diariamente martelada de que os agentes público...