domingo, 26 de abril de 2009

Não há crise, diz Mendes. Não à crise, deveria dizer Mendes


2 - Ex-estudantes da Universidade de Brasília fazem protesto em frente ao STF - Valter Campanato/Agência Brasil











O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, afirmou que a imagem do Judiciário não foi arranhado pelo entrevero verbal sustentado por ele próprio e pelo ministro Joaquim Barbosa, durante a sessão plenário da corte, nesta quarta-feira (22/4).  “Não há crise, não há arranhão

Briga entre ministros do STF quase provoca crise institucional na Corte

Em 200 anos de existência, o Supremo Tribunal Federal nunca testemunhara uma explosão de temperamento tão perturbadora. Na semana passada, durante uma rude discussão sobre a aposentadoria de servidores do Paraná, o ministro Joaquim Barbosa atacou o presidente Gilmar Mendes

Dez manifestantes protestaram em frente ao Supremo Tribunal Federal, na sexta-feira (24/4), contra a atuação do ministro Gilmar Mendes na presidência da Corte. Usando chapéus de cangaceiro, eles estenderam faixas com os dizeres “Miss Capanga” e “Gilmar Dantas [em alusão ao banqueiro Daniel Dantas.

O juiz federal Fausto De Sanctis disse que quer fazer história. Assim como Protógenes. O ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa gritou ao microfone: “saia às ruas, ministro Gilmar”, num atentado não só à educação básica, como à praxe judiciária, tanto que foi elegantemente repreendido.

Editorial do jornal O Estado de S.Paulo O Supremo Tribunal Federal deixou de ser, nos últimos tempos, aquela ilustre corte que existia no imaginário popular, vetusta e modorrenta, só animada, uma vez ou outra, por algum debate bem educado e erudito sobre questões doutrinárias do Direito

A sensação no dia seguinte do bate-boca entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o seu colega de Plenário, ministro Joaquim Barbosa, foi de “ressaca” para o ministro Marco Aurélio.

O acalorado bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, que pôs fim à sessão plenária desta quarta-feira (22/4), fez o Supremo Tribunal Federal cancelar também a sessão desta quinta (23/4). A decisão foi tomada em reunião dos ministros convocada por causa da discussão.

3 comentários:

Maria B. disse...

Dr., boa noite
Acabo de entrar aqui, vindo do blog Diário de um Juiz.Gostei muito.Muito bacana seu espaço.
Quanto ao imbróglio entre os magistrados da mais alta corte do país, só tenho a lamentar. O ministro Joaquim Barbosa só deixou a impressão de que não deveria ter sido escolhido para tão grande missão.Eu não espero que juizes daquela corte ouçam a rua, quero que estejam atentos à Constituição.Se o ministro não sabe, nas ruas estão as vozes de assassinos,pedófilos,traficantes e toda a escória que reclamam por direitos que supõem seus.
Cordiais saudações.

Fábio Ataíde disse...

Maria,
o clamor público é perigoso. A depender do clamor, as aparências enganam, mas o judiciário não pode se enganar pelas aparências. O Judiciário está numa situação difícil, porque a população parece nao mais acreditar naquilo que acreditam os juízes. Pobre do Brasil...

Maria B. disse...

O senhor acaba de tocar em um ponto crucial:o clamor público.
É com base neste fenômeno que as leis estão sendo afastadas para se dizer o direito.Perigoso demais, Doutor.Não há segurança jurídica.Julgadores que ouvem as ruas nos tiram a certeza de nosso direito.Não percebem que estão desprotegendo a todos nós, sem distinção.
A sua tarefa nestes tempos é árdua.Mas a consciência do que seja seu dever,permite que o senhor durma em paz.Não é o meu caso.Como dependo da consciência do julgador, que nem sempre têm a sua consciência,durmo intranquila,sem saber se aquilo a que tem direito meu cliente lhe será dado.
Mas continuo acreditando acreditando na justiça e no Poder Judiciário.Como o moleiro que enfrentou o rei da Prússia, eu digo, com toda a certeza:ainda há juizes em Berlim.Assim como o senhor.
Citando Cícero: devemos ser escravos das leis para que possamos ser livres.
Saudações.